Nome completo: Edson Roberto de Pieri

Departamento: Automação e Sistemas

Biografia:

Nasceu em Mogi Mirim, no Estado de São Paulo, a 50 km de Campinas. Fez graduação na Unicamp, com mestrado em Telecomunicações. Após isso foi para a França, onde fez doutorado na área de Automação, na Universidade Pierre e Marie Curie. Ao final do doutorado, conseguiu uma bolsa de recém doutor na UFSC, onde posteriormente iniciou sua carreira de professor no departamento de Engenharia Elétrica. Em 2004 iniciou seu pós-doutorado na École Normale Supérieure, entidade que teve como primeiro aluno de doutorado o matemático Jean-Baptiste Fourier.

Carreira:

Área(s) de atuação: Robótica, Teoria de Controle, Sistemas Não Lineares e Sistemas Mecatrônicos.

Por que escolheu Engenharia? O professor se considera um matemático, no entanto, julgou a matemática muito abstrata, preferindo a Engenharia. Destaca que trabalha num domínio mais teórico: controle, sistemas lineares e principalmente sistemas não lineares, onde há muita geometria diferencial e matemática avançada.

Por que escolheu a carreira de professor?  A primeira aula que ministrou foi durante o próprio concurso, ao início da carreira. No entanto, anteriormente o seu trabalho em laboratório na França demandava a explicação e demonstração de conceitos teóricos. Por mais que lá esteve envolvido em muitos estudos práticos com indústrias, destaca que este trabalho foi importante para sua decisão de se tornar professor.

Maior desafio da carreira: O professor enfatiza que a didática foi seu maior desafio. Isso se deu devido à falta de preparação neste quesito, até mesmo para os recém-doutores. Porém relata que teve um curso de didática na Matemática. Por fim, define dar aula como algo prazeroso, que exige um maior entendimento dos conceitos para poder explicá-los.

Maior conquista: De Pieri acredita que a formação de alunos seja sua maior conquista: já orientou diversos alunos de mestrado e doutorado. Mas o professor não a robótica de lado: constrói robôs dedicados, sem iguais na indústria. Como um exemplo, destaca um projeto para recuperação de turbinas de usina hidrelétrica, que diminuiu o tempo necessário para o processo pela metade.

Matérias que ministra/ministrou:  Edson já ministrou 35 matérias diferentes, dentre elas: Sistemas Lineares, Sistemas Amostrados, Controle Geométrico, Métodos Matemáticos para Engenharia, entre outras. Também ministra matérias na área de robótica, contabilizando 6 ou 7 disciplinas.

Laboratórios que trabalha/trabalhou: Trabalhou em diversos laboratórios, já que ministrou várias disciplinas práticas. Atualmente, trabalha no Laboratório de Robótica, que é ramificado entre DAS, Departamento de Eng. Mecânica e Sapiens Parque.

Projetos em andamento: Trabalha com robôs móveis, VANTs, veículos aquáticos, robôs para agricultura, entre outros, mas focado em modelagem e controle.

Ser professor do DAS é: De Pieri afirma que o DAS é um bom departamento, destacando a união entre os colegas e alunos. Atribui a isso principalmente a ausência de divisão do Departamento em laboratórios.

Pessoal:

Hobbies:  Pescaria e cuidar dos filhos.

Esporte: Tênis e corrida

Estilos musicais: MPB, Rock, Clássica e Óperas.

Um filme: “O Enigma de Kaspar Hauser”, por lembrá-lo da época do doutorado, na França e pelo personagem principal, que enfrenta diversas adversidades e ainda assim, é uma pessoa boa.

Um livro: “Éramos seis”, marcante por ser o primeiro livro que leu. No entanto, não o recomenda, já que o considera o pior livro que já leu.

Um lugar: Paris.

Um ídolo: Uma professora de matemática, que inspirou Edson e seus amigos a ingressarem na faculdade, pois levavam jeito para os estudos. Ele ressalta que foi o primeiro membro da família a cursar o ensino superior.

Conselho para os futuros engenheiros:  “É necessário estar sempre estudando, como um desafio, pois a engenharia muda muito rápido. Você corre o risco de conseguir um bom emprego e achar que a vida se estabiliza por aí. Vou citar meu exemplo: eu fiz mestrado em telefonia fixa. Se eu tivesse ficado nessa área estaria ‘morto’, pois essa área praticamente acabou. É preciso também saber outras línguas e ser curioso.”