É muito comum que processos seletivos de grupos, universidades e empresas tenham como etapa o envio de uma carta de motivação. Para quem vai se candidatar a programas de mestrado, doutorado ou intercâmbio, a carta é um item quase certo no checklist, e pode ser o que difere o sucesso e o fracasso da sua inscrição.

O objetivo da carta de motivação é dar aos organizadores do processo seletivo a possibilidade de conhecer o candidato e sua trajetória, e demonstrar que o candidato se encaixa no perfil da organização e está corretamente motivado. É fácil encontrar modelos e estruturas de cartas de motivação, porém de nada vale copiar um modelo se ele não tem nada a ver com a sua individualidade que, ao fim, é o que os recrutadores procuram.

Por conta de toda esta subjetividade, iremos ressaltar alguns pontos de ancoragem para te ajudar a estruturar sua carta e contar sua história:

1. Conheça a organização para a qual você está se candidatando:

Antes de começar a escrever, pesquise o máximo possível sobre o grupo ao qual você está se candidatando, em geral você pode encontrar informações sobre o funcionamento dos grupos em suas páginas na web, além de conversar com membros e ex-membros e participar de eventos do grupo. Estas atividades que não apenas aumentam seu conhecimento e controlam as expectativas em relação a vaga, como também demonstram interesse e lhe dão um diferencial no processo seletivo.

2. Comece escrevendo todos os pontos principais:

Inicie sua carta de motivação sintetizando os pontos da sua trajetória que você considera mais importantes, descreva seu objetivo, o porquê você considera a vaga interessante, seus pontos fortes e qualidades que lhe diferenciam, como a vaga irá lhe ajudar a atingir seus objetivos, como sua experiência pessoal se alinha aos valores da organização, reforce e pense em que textos você pode desenvolver a partir destas informações. Esta é uma boa base para seu texto, não se preocupe com a organização, depois você pode reorganizar estes tópicos para que sua história seja mais concisa.

3. Não esqueça de quem você é:

Você pode ter sintetizados todas as suas motivações, experiências e objetivos, mas estas informações não dizem nada aos recrutadores se não estiverem ligadas a quem você é, pois afinal o objetivo da carta de motivação é conhecer o candidato. Portanto, personalize todos os tópicos da sua carta de forma a torná-la pessoal, indique como a vaga se relaciona com quem você é, como suas experiências lhe ajudaram a se desenvolver e como a organização pode te ajudar de forma pessoal.

4. Aceite conselhos:

É sempre recomendado pedir conselhos a amigos e pessoas que tenham experiência com processos seletivos do tipo, você pode também procurar pessoas que tenham informações sobre cartas de motivação e seguir seus conselhos, aceite qualquer feedback e o perceba como uma tentativa de ajudá-lo, eles podem ser valiosos e a diferença entre uma carta boa e uma carta ruim.

Esperamos que estas dicas lhe ajudem a formular uma ótima carta de motivação, desejamos boa sorte no processo seletivo e, se tudo der certo, esperamos trabalhar com você em breve!

Atenciosamente,
Equipe PET EEL